mupe (museu de periferia do sítio cercado) – oficina do ibram “museu, memória e cidadania” – curitiba – 02/09/2009


O grupo de dança Ka-Naombo fez a apresentação de abertura da oficina “Museu, Memória e Cidadania” ministrada pela equipe do Departamento de Processos Museais do Ibram, no Sítio Cercado.

Moradores, artistas e representantes de associações comunitárias do Sítio Cercado, em Curitiba, receberam nos dias 2 e 3 de setembro a equipe do Ibram coordenada por Mário Chagas, dando sequência ao processo de implantação de um Ponto de Memória no bairro. A oficina “Museu, Memória e Cidadania” é a primeira de uma série de visitas da equipe do Instituto Brasileiro de Museus à comunidade. A previsão é de que uma exposição inaugural do MUPE ocorra ainda este ano, no final de novembro. O Ponto de Memória em Curitiba, que será o quarto do país integra um projeto piloto para a abertura de um amplo edital a partir de 201.

Mario Chagas, diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram,  falou sobre a importância dos museus na construção da identidade dos grupos sociais e comunidades e sobre as diferentes formas como esta questão vem sendo abordada historicamente. A perspectiva do museu social trazida pelos Pontos de Memória em contraposição a uma conceituaçâo aristocrática e elitizada dos museus, busca trabalhar a memória de forma viva e dinâmica, valorizando mais o ser humano e sua potência de transformação da realidade do que fixando edificações ou objetos para serem protegidos e guardados. É um museu comprometido com a vida das pessoas e com o desenvolvimento da comunidade. Durante a oficina foram criados grupos de estudos entre os participantes para aprofundar as pesquisas sobre a história do bairro.


A oficina contou com performances de Hélio Leites e Kátia Horn  (Museu do Botão) e Efigênia Rolin (Museu Vida do Papel de Bala), artistas curitibanos de expressão internacional  com trabalhos relacionados a museologia contemporânea.

A participação de artistas e agentes culturais é essencial no processo de construção da identidade e valorização da memória, são eles os principais difusores das tradições locais e de sua atualização.

O MUPE surgiu como desenvolvimento coletivo de um intercâmbio cultural. A contadora de histórias Marilene Nunes e a cantora e compositora Afrolady estiveram na sede da Associação Nossa Luta em abril de 2009 para uma apresentação de contos e canções de suas comunidades. O evento oportunizou uma troca de experiências sobre os caminhos percorridos e os procedimentos que possibilitaram a criação do Museu da Maré e do MUF (Museu de Favela), instituições pioneiras no Brasil como Pontos de Memória.

O Ibram dará subsídio ao MUPE no processo de implantação do Ponto de Memória  com acompanhamento periódico e oficinas. A equipe é composta por Marcele Pereira e Joana Regattieri, Coordenadoras de Museologia Social e Educação do Departamento de Processos Museais do Ibram, e por Beatriz Lira e Welcio de Toledo, Consultores do Projeto Pontos de Memória da OEI – Organização dos Estados Íbero-Americanos.

Efigênia Ramos Rolim, com a iniciativa “Museu Vida do Papel de Bala”, recebeu a Ordem do Mérito Cultural 2008, premiação concedida a personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram na área da Cultura.

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