bairro sítio cercado – curitiba – intercâmbio cultural com o museu da maré e museu de favela do rio de janeiro – troca de experiências, itineração de contadores de histórias das comunidades e incentivo a leitura

Na sexta-feira 17/04, moradores do bairro Sítio Cercado, em Curitiba, puderam ouvir histórias das comunidades da Maré e dos morros do Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, do Rio de Janeiro.
A contadora de histórias Marilene Nunes e a cantora e compositora Afrolady falaram sobre os caminhos percorridos e os procedimentos que possibilitaram a criação do Museu da Maré e do MUF (Museu de Favela), instituições pioneiras no Brasil na preservação de memória das comunidades. Completando o intercâmbio proposto pelo mandato do deputado federal Angelo Vanhoni, em parceria com a Associação Cultural e Artística Iliadahomero e IPHAN, estes dois museus no Rio de janeiro receberão este mês, nos dias 24 e 29, o ator Richard Rebelo para apresentação do Canto XVI da Ilíada. O objetivo é amadurecer esta troca de experiências e incentivar em Curitiba, assim como nas comunidades do Rio, a instituição de Pontos de Memória – projeto idealizado e desenvolvido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN.
O evento no Sítio Cercado foi sediado pela Associação Cultural de Negritude e Ação Popular dos Agentes de Pastorais de Negros – ACNAP / Casa Brasil.

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Marilene Nunes narrou contos publicados em livro pelo Museu da Maré e descreveu a trajetória que possibilitou a criação desta instituição em sua comunidade no Rio de Janeiro.

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Afrolady, cantora, compositora e sócia fundadora do MUF, trouxe suas experiências musicais e improvisos com o rap.

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A apresentação do coral Jubequinho, formado por jovens artistas do Sítio Cercado regidos por Sebastião Roberto Cardoso, propiciou um momento de troca cultural entre os visitantes cariocas e os moradores do bairro. O encontro foi gravado e transmitido em reportagem do programa Enfoque pela TV Educativa do Paraná

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Os Pontos de Memória tem por concepção reconstruir a memória social e coletiva a partir do cidadão, de suas origens e valores, além de criar condições para que as comunidades se transformem em protagonistas de sua própria história.

– “Se pensarmos que 90% dos museus no mundo foram criados a partir de 1946, a tarefa de refletir e ampliar a relação com essa instituição cultural chamada museu é muito recente… na nossa sociedade contemporânea museus particulares ou públicos devem ser espaços privilegiados da res pública. Pensá-los sob este prisma significa também compreendê-los como lugar de direito e cidadania, como lugar de inclusão cultural, resistência e combate a toda ordem de preconceitos, sejam eles religiosos, raciais, sexuais ou sociais. Um museu não é destinado apenas aos príncipes e suas coleções, aos curadores, aos especialistas e suas ilustrações, aos detentores do poder econômico ou aos diretores de instituições. O museu destina-se aos cidadãos e faz parte da sua função social o exercício do direito à memória, à história e à educação”
José do Nascimento Junior – diretor do Departamento de Museus e Centros Culturais do IPHAN.

fonte : Blog do deputado Angelo Vanhoni
www.vanhoni.com.br